Marco Stapassoli 3 de julho de 2015

Banalização do conteúdo irrelevante

Sou um consumidor assíduo de diversos veículos de comunicação brasileiros e internacionais. Essa é uma das formas que busco para me manter atualizado com o mundo e reconhecer que não sou o centro do universo. Mais do que dar início a uma conversa de elevador, as notícias, diretamente ou não, influenciam nossas decisões: desde que roupa vestir para sair de casa, até qual a opinião formamos em relação ao governo.

Os veículos de comunicação tem um grande poder na mãos que é influenciar as decisões de milhares de pessoas. O que muitas vezes não paramos pra refletir é qual o real objetivo desses veículos e as consequências do que é comunicado. Por um lado, elas possuem a função social de comunicar o que é relevante para a população. Por outro, tem objetivos financeiros, e portanto,  quanto maior a audiência, maior a margem cobrada nos espaços para publicidade.

A grande pergunta dessa reflexão é: existe um equilíbrio entre propósito e lucro? Os veículos de comunicação estão mais preocupados em ganhar cliques (leia-se audiência) ou comunicar o que é relevante para as pessoas?

 

Alguns exemplos atuais que despertaram a vontade de escrever esse texto podem trazer caminhos para a resposta:

ZH - After BSB

 Extra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A banalização de notícias irrelevantes foi mote de uma campanha da ONG Teto (produzida em conjunto com a Leo Burnett) que quer mostrar que problemas sociais crônicos, como a pobreza, são neglicenciados pela mídia.

 

Campanha ONG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Afinal, o que precisamos no nosso país é de pessoas preocupadas com a miséria ou com as dietas dos famosos?